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Estudo de Caso Living Lab

Visão Geral do Projeto

Antes de iniciar qualquer discussão por aqui, vou trazer um pouco de contexto para o que ocorre atualmente. Bem, quando falamos de IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas) a primeira coisa que quase todos pensam são em dispositivos como Google Home, Amazon Echo e Apple HomePod.

Sim, os assistentes de voz tem trazido sim um grande avanço para a relação humana com a tecnologia, o famoso Human-Machine Interaction ou do português, Interação Humano-Máquina. Por isso é importante lembrar a todos que IoT não é somente assistentes de voz, a verdade é que a tecnologia vai muito mais além.

Por isso, este artigo é para lhe contar sobre o programa da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), programa esse que se chama Living Lab e tem por objetivo contribuir com a qualidade de vida dos cidadãos, bem como na experiência dos visitantes da ilha de Florianópolis, por meio da otimização da gestão urbana e implementação de novos serviços inteligentes.

O programa é também uma iniciativa da Rede de Inovação Florianópolis em parceria com a ACATE e com a Vertical Conectividade & Cloud.

Seu conceito inicial foi concebido em parceria entre Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), ACATE e PMF (Prefeitura Municipal de Florianópolis) para espaço localizado na Rua Vidal Ramos, centro da cidade, tendo como escopo implementar soluções inovadoras para o desenvolvimento urbano inteligente da cidade.

Então, é aí que o IoT entra como uma ferramenta importantíssima de conectividade para diversas soluções que foram apresentadas no Linving Lab Florianópolis.

Para o laboratório foram construídas diversas parcerias com Urbantechs - startups focadas em soluções para smart cities - para promover a cultura de inovação entre os cidadãos, aproximá-los de novas tecnologias e, com isso, estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico voltados à solução de desafios urbanos, gerando benefícios para a sociedade.

Segundo Thaís Nahas, coordenadora do Living Lab, “O objetivo do programa é aproximar as startups do seu público-alvo, oferecendo a oportunidade de testarem e validarem os produtos em ambiente urbano. Essa troca de conhecimento e informação neste modelo de evento fortalece as empresas, o ecossistema de inovação de Florianópolis e abre portas para novos negócios nesse segmento”.

O objetivo é integrar entidades, empresas, academia, governo municipal e moradores, para gerar pesquisa e desenvolvimento para tornar a capital catarinense em uma cidade inteligente.

Para nós da Sigmais o convite foi uma oportunidade incrível de demonstrar o poder de duas de nossas soluções de mobilidade. Os produtos apresentados foram o SigPark e SigTraffic, nossas soluções para smart cities.

O primeiro é um sensor que monitora as vagas de estacionamento e indica ao usuário, por aplicativo, a disponibilidade de vagas. A segunda, uma solução que promove um monitoramento de tráfego, possibilitando a aquisição de informações sobre o fluxo de veículos remotamente através da plataforma de IoT SigSystem.

O Desafio

Dessa forma é possível entender que o nosso desafio era conseguir mensurar tráfego sobre as pontes que ligam a ilha de Florianópolis ao continente e também entregar uma solução confiável de sensoriamento de vagas de estacionamento disponíveis à população.

Assim como quase todo grande centro, Florianópolis vive um grande acréscimo de carros durante o horário comercial e dessa forma fica extremamente complexo gerenciar a quantidade de vagas a fim de otimizar o tempo das pessoas na rua. Por outro lado, é importantíssimo para as autoridades entenderem o fluxo de movimento dos carros nas principais vias da cidade. Mas por que?

Alguns fatores são pela simplicidade de informar sobre horários de pico, ajudar na tomada de decisões sobre o trânsito na cidade, intervenções e atuação das autoridades para auxiliar o fluxo de carros e etc.

Dessa forma nossos sensores são uma solução eficiente pois possuem uma longa autonomia (podem durar mais de 5 anos de autonomia, sem qualquer cabeamento), são plug and play - ou seja, de fácil instalação - e se camuflam de forma fácil uma vez que podem ser enterrados no asfalto de forma muito simples.

Sendo assim, nosso desafio estava bem claro: como poderíamos ajudar a cidade de Florianópolis a ficar mais eficiente em seu controle de tráfego e vagas disponíveis para estacionamento?

Resultado

Mesmo sendo uma prova de conceito, o Living Lab pode trazer fortes resultados para a sociedade catarinense. Atualmente, os resultados palpáveis coletados até o momento são de que os sensores funcionam e que, tecnicamente, os conceitos propostos pelas soluções são válidas.

Em apenas poucas semanas de funcionamento, o uso dos sensores já foram notados e documentados em diversos canais de mídia, entre eles o G1 de Santa Catarina. Na reportagem, utilizando os dados gerados pelos sensores, foi possível identificar que 89mil carros passam diariamente sobre as pontes.

Confira abaixo como estão sendo gerados esses dados:

O futuro dessa solução só saberemos com o tempo, mas que há uma grande potencialidade de ajudar a população catarinense, temos certeza que há grande chance de otimizar a qualidade do trânsito na cidade de Florianópolis.

Conclusão

O entendimento limitado de IoT (Internet of Things) por diversos stakeholders pode gerar um percepções equivocadas sobre o que realmente pode ajudar uma cidade, uma empresa ou pessoas a terem uma vida melhor.

Neste case em especial, foi possível perceber o quanto pequenos dispositivos bem pensados podem ajudar e impactar um ambiente do tamanho da cidade de Florianópolis.

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Estudo de Caso Living Lab
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