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Tudo que você ainda não sabe sobre Smart Cities

Devido ao crescimento urbano que, na maioria das vezes, ocorre de forma rápida e pouco planejada, é comum existir um desequilíbrio entre as carências da população e a capacidade da gestão pública de propiciar um desenvolvimento organizado e sustentável nesses centros urbanos.

Por isso, é cada vez mais comum no mundo o conceito de Smart City, que está mudando cidades inteiras ao unir tecnologia e inteligência na gestão pública.

São vários aspectos que definem uma cidade inteligente, que engloba desde a administração até a forma como os moradores enxergam ela. Uma definição bem simples e objetiva de cidades inteligentes é basicamente entender que toda essa cidade é conectada, com o objetivo de monitorar e gerenciar os espaços públicos. Mas seu conceito vai muito mais além disso.

Amplamente falando, smart cities são centros urbanos que integram tecnologias e soluções para otimizar as operações da cidade, com o intuito de reduzir custos e melhorar os aspectos gerais em um todo e a qualidade de vida dos moradores. Esse é o maior trunfo das cidades inteligentes, pois apenas ser conectada não quer dizer nada. O objetivo principal é ser uma região viva e altamente sustentável, em que a inteligência é usada na administração da gestão dos recursos, garantindo segurança, praticidade e comodidade na vida de seus moradores.

Acompanhe esse artigo até o fim e descubra como funcionam smart cities no Brasil e como é possível aplicar esse conceito na sua empresa, otimizando processos, economizando recursos e integrando toda a operação em um único sistema.

Até que ponto é considerada Smart City?

As cidades inteligentes vão muito além de usar tecnologias para recolher dados a fim de oferecer melhorias. Para ser considerada smart city de fato, seus governantes e as empresas que lá estão instaladas devem saber exatamente o que fazer com todas as informações coletadas e ter essa cultura de Cidade Inteligente bem aflorada.

A harmonia entre a sociedade, economia, mobilidade e meio ambiente andam lado a lado nas Cidades Inteligentes, ou seja, estão sempre conectados. O que acaba gerando uma maior participação dos cidadãos na gestão da cidade.

Essas soluções existem para tornar a vida dos moradores das Cidades Inteligentes mais fáceis e acessíveis, atendendo todas as suas necessidades, gerando empregos, crescimento econômico e diminuindo os custos de vida e fomentando o consumo consciente.

11 coisas que toda cidade inteligente deve ter

Segundo Paul Parker, professor de Meio Ambiente da Universidade de Waterloo do Canadá, existem 11 elementos determinantes para que uma cidade se considerada inteligente ou não, que são?

  1. Governança Inteligente: democracia digital e serviços eletrônicos
  2. Cidadãos inteligentes: conhecimento, criatividade e proatividade
  3. Energia Inteligente: tecnologias de redes de TIC e políticas integradas (reduzir a demanda e adicionar fontes renováveis)
  4. Edifícios Inteligentes: medição, monitoramento e controle
  5. Mobilidade Inteligente: infraestrutura de TIC para mobilidade motorizada e estímulo à caminhada e ao ciclismo
  6. Tecnologia Inteligente: comunicação avançada em TIC e internet das coisas
  7. Saúde e segurança inteligentes: características pessoais e públicas em casa e nas instituições
  8. Gestão inteligente da água: consumo eficiente e coleta de água da chuva
  9. Gestão inteligente de resíduos: minimizar o desperdício de material e de compostos orgânicos
  10. Design de paisagem inteligente: espaços, jardins, zonas úmidas artificiais e serviços ecossistêmicos, com o objetivo de promover a interação social
  11. Inclusão inteligente: grupos diversos, habitação social e mercadológica mista e interação social para construir capital social

Smart Cities: Os cases mais relevantes

Muitas cidades espalhadas pelo mundo já são exemplos de Smart Cities. Elas são especialistas em desenvolvimento econômico e urbano, sempre focadas em realizar mudanças visando a qualidade de vidas de seus habitantes.

Cidades como Amsterdã, Florianópolis, Copenhague, Santa Ana e Songdo se tornaram referência pela constante busca de soluções sustentáveis e pelo uso da tecnologia a favor de seus moradores. Confira abaixo as smart cities exemplos:

Amsterdã:

A capital holandesa desenvolveu a Amsterdam Smart City, uma cooperação entre governantes, comerciantes, estudantes e cidadãos, que tem como objetivo mudar a cidade e transformá-la em um espaço cada vez melhor para se viver.

A sustentabilidade é um dos focos principais dessa parceria, pois eles acreditam que o consumo colaborativo é o pilar de todo o progresso. Por isso, eles incentivam o uso de bicicletas por todos e possuem projetos para implementação de estações de carros elétricos por toda a cidade.

Além disso, Amsterdã tem se destacado muito como marca, ela tem fortalecido sua imagem e conseguiu gerar um senso de pertencimento. Isso é fruto de estratégias que começaram em 2004, com a plataforma Amsterdam Partners, em que a população consegue participar da construção da nova identidade da cidade.

Florianópolis:

Quem disse que no assunto smart cities, exemplos no Brasil não existem? Florianópolis é referência quando o assunto é smart cities no Brasil. Em parceria que envolveu a Sigmais e a ACATE, Associação Catarinense de Tecnologia, Rede de Inovação Florianópolis e a Vertical Conectividade & Cloud, foi criado o programa chamado Living Lab, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores da cidade e tornar a experiência dos visitantes ainda melhor, tudo isso por meio da otimização da gestão urbana e implementação de novos serviços inteligentes.

Copenhague:

Quando se fala em sustentabilidade, é impossível não falar de Copenhague, a capital da Dinamarca. Foram criadas em 2005 ações em que o objetivo era deixar na mente das pessoas o conceito Carbono Zero, e com isso, eles conseguiram reduzir as emissões desse poluente em mais de 21%.

Para atingir esse objetivo, Copenhague disponibiliza pontos de aluguéis de bicicletas, o que incentiva o uso das mesmas. Além de políticas que favorecem os carros elétricos. Sem contar do uso dos telhados verdes, que são uma solução arquitetônica que consiste na aplicação de uma camada vegetal sobre uma base impermeável, podendo ser uma laje impermeabilizada ou mesmo um telhado convencional. A capital também tem investido cada vez mais em equipamentos que são acompanhados de GPS e sensores capazes de detectar a qualidade do ar e informar sobre congestionamentos no trânsito.

Com essas medidas, Copenhague visa reduzir, em até 2025, o número de 2 milhões de toneladas per capita por ano de carbono para 1,16 milhões. O que a tornaria ainda mais referência na luta contra o carbono.

Santa Ana:

A cidade de Santa Ana, na Califórnia, é uma das cidades mais inteligente do mundo, isso porque ela está sempre em busca de medidas eficientes para melhorar a vida dos seus moradores. Lá existe um sistema de tratamento de água inovador, que trata quase que toda a água que foi utilizada pelos moradores e em seguida a coloca para uso de novo. Essa limpeza é feita através da micro-purificação, que utiliza de tecnologia de ponta para eliminar todas as partículas de sujeiras presentes.

Esse sistema impede que mais de 230 milhões de litros de água contaminada parem no mar.

Songdo:

Songdo, na Coreia do Sul, que é considerada uma das primeiras smart city do mundo, foi criada do zero com esse objetivo. Sua estrutura integra todos os espaços e permite que a população tenha acesso a todos os serviços básicos, como educação, saúde, lazer e segurança, de forma extraordinária.

Ela consegue ter uma completa rede de eletricidade que mantém uma baixíssima emissão de gases poluentes e mantém uma ótima relação com todos seus recursos naturais. Songdo foi planejada para atrair investimentos e se tornar um dos principais destinos para quem preza pela qualidade de vida e bem-estar. Por isso, usa a tecnologia em serviços que vão desde o trânsito até sua coleta seletiva.

O que aprendemos com isso tudo?

Como visto neste artigo, ainda falta muito para todo o Brasil absorver a cultura “smart cities”, mas estamos no caminho. Lugares como Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já são referências aqui no país. Mas fica claro que sem coisas básicas, como calçadas acessíveis, mobilidade urbana e até tratamento de esgoto, não é possível atingir tal objetivo.

É consenso que sem a preocupação com o meio ambiente e as necessidades básicas humanas, não há futuro. Por isso, os investimentos estão sendo voltados para a sustentabilidade, mobilidade urbana e acessibilidade. Melhorando assim a qualidade de vida de toda a população.

Tudo que você ainda não sabe sobre Smart Cities
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