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Tudo que você precisa saber sobre o conceito de IoT

Você sabia que é estimado que, em 2020, já existirão mais dispositivos conectados à IoT que pessoas no mundo?

A partir dos anos 2000, vivemos um verdadeiro boom da internet que levou pessoas a se conectarem umas às outras ao redor do mundo. Hoje, graças a evolução tecnológica exponencial, a internet não apenas conecta pessoas, mas também tudo que nos rodeia, de gadgets a eletrodomésticos. Tudo isso se torna possível graças a IoT (Internet das Coisas), uma tendência de mercado que vem ganhando importância nos últimos anos e tende a se expandir cada vez mais.

O desenvolvimento da tecnologia tem impulsionado avanços em diferentes segmentos, como indústria, segurança, saúde e transporte e, com o avanço da IoT, tem se tornado possível conquistar cada vez mais aparelhos que antes funcionavam desconectados.

Geladeiras, aspiradores de pó, lâmpadas e cidades inteiras agora podem se tornar inteligentes e oferecer recursos como programação pelo smartphone e escolha de funções. Até o mais simples “ligar e desligar” pode ser feito sem que o usuário precise estar ao lado do eletrodoméstico, por exemplo.

Com todo esse avanço tecnológico em que estamos vivendo, o alcance da tecnologia também se torna maior, aumentando a demanda e tornando possível ainda, diminuir os custos de produção. Com isso, estima-se que até 2020 a tecnologia IoT estará presente em 95% (Fonte: BNDES e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) dos eletrônicos para novos projetos de produtos. Também se estima que mais da metade dos novos negócios irão incorporar algum elemento de Internet das Coisas até 2020.

Mas, afinal, o que é a Internet das Coisas?

Cada vez mais, surgem eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo tênis, roupas e maçanetas conectadas à internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones. A Internet das Coisas se refere a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar esses objetos que usamos no nosso dia-a-dia à internet, tornando-os inteligentes e com isso proporcionando mais conforto e praticidade. A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através de dispositivos online que se comuniquem uns com os outros.

A Internet das Coisas (IoT) é formada basicamente por uma rede de objetos distintos como veículos, celulares, geladeiras e até mesmo edifícios que são capazes de coletar, armazenar e transmitir informações, em ambiente online. Na prática, esses dispositivos conseguem nos auxiliar ao longo do dia gerando informações, lendo atividades e nos acompanhando em nossos afazeres. Tudo isso conversando dentro de uma mesma rede por meio de diferentes protocolos.

O termo IoT, do inglês Internet of Things, nasceu em 1999, quando o pesquisador britânico Kevin Ashton publicou um artigo com o título “As coisas da Internet das Coisas”. Neste artigo, Kevin discorre sobre a falta de tempo das pessoas na presente era moderna e sobre como dispositivos estão evoluindo para suprir esta lacuna, nos substituindo e até automatizando certas tarefas que, de fato, não precisam do esforço humano.

De maneira mais direta, a IoT se refere a conexão que as máquinas estabelecem entre si como forma de coletar informação e nutrir o seu próprio sistema, fazendo com que sejam capazes de emitir previsões e antecipar ações.

E de que “coisa” estamos falando?

Setores dos mais distintos são impactados pelos inúmeros dispositivos de inteligência artificial, interligados a tecnologias IoT. A Internet das Coisas está presente desde a logística de mercadorias de uma empresa até a segurança pública de cidades inteiras.

A sua viável aplicabilidade é um dos seus maiores diferenciais: essa tecnologia se faz possível em qualquer tipo de setor. As tecnologias vestíveis, por exemplo, – que interagem objetos como óculos e relógios às redes – e as tecnologias de sensores têm se destacado na maioria das áreas, desde a área fitness à área de saúde. As empresas que visam às soluções de aplicativos utilizando esse tipo de ferramenta têm grandes chances de sair na frente de seus concorrentes, visto que há diversas empresas de ponta criando esse tipo de tecnologia.

Outro exemplo, é o setor automobilístico, que também vem crescendo bastante com a aplicação de IoT: por meio de sensores, os veículos podem enviar informações como dados de controle, monitoramento e assistência técnica para as redes de seguro e também para os próprios condutores. Assim, identificam a melhor rota em termos de trânsito, clima e informam ao condutor um atalho que pouparia tempo e traria mais qualidade a determinada tarefa, por exemplo. É interessante perceber que esse setor também implica fortemente no ramo empresarial, otimizando a logística industrial e o controle de estoques.

Como Funciona a Internet das Coisas

Simplificando, a Internet das Coisas conecta objetos com a rede mundial de computadores (internet), permitindo a troca de informações e coleta de dados. Dados esses, que serão monitorados e analisados, com o objetivo de oferecer mais praticidade e facilidade para os usuários. A IoT funciona além de uma infranet, sendo capaz de se conectar a diferentes redes e armazenar dados em nuvem. Para essa troca acontecer há um conjunto de fatores. Basicamente, há três componentes que precisam ser combinados para que uma aplicação funcione dentro do conceito de Internet das Coisas, são eles: os dispositivos, a rede e um sistema de controle.

Os Dispositivos: são todos os objetos do nosso dia-a-dia que usamos de forma prática, porém, offline. Exemplos: geladeiras, carros, lâmpadas, relógios, cafeteiras, televisão e outros. É importante suprir esses dispositivos com os itens necessários para fazer acontecer a comunicação com os demais elementos. Esses itens podem ser chips, conexão com a internet, sensores, antenas, entre outros.

A Rede: é o meio de comunicação que já conhecemos, a internet. Com ela é possível conectar Wi-Fi, Bluetooth e dados móveis (3g e 4g). Diversos aparelhos funcionam também em redes de menor potência, como a LPWAN.

O Sistema de controle: é o que faz com que todos os dados capturados dos dispositivos através da rede sejam processados, então, eles são enviados para um sistema que controla cada aspecto e faz novas conexões.

Exemplificando, na cozinha de sua casa, com a tecnologia IoT seria possível sua geladeira te avisar quando algum produto estiver acabado ou vencido, e, poderia ainda, fazer uma pesquisa de mercado em busca do melhor lugar com o melhor preço para se comprar, além de sugerir diversas receitas.

O diferencial da IoT se dá porque ela visa também a conectividade entre os objetos: seu despertador ao te acordar toda manhã poderia também já avisar a sua cafeteria para começar a preparar seu café e avisar as cortinas para começarem a se abrirem. Resumindo, a IoT permite conectar objetos entre si (o despertador e as cortinas, por exemplo), que trocam informações (hora de acordar e abrir as cortinas), a fim de criar uma ação (abrir as cortinas lentamente, visando seu conforto e praticidade).

Qual o Futuro da IoT?

Pela sua praticidade e funcionalidade, é de esperar que seja promissor o futuro da IoT, porém, o Brasil ainda precisa se preparar para adotar essa tecnologia. A Internet das Coisas traz consigo impactos significativos na criação de ecossistemas digitais, porém, devemos analisar com atenção para a explosão de objetos conectados e tentar descobrir o que o futuro reserva para IoT.

Apesar das perspectivas e do otimismo, tal tecnologia ainda apresenta falhas e surge uma preocupação com a chamada “bolha IoT”: um crescimento otimista, pouco regulado, sem as bases para uma estabilização constante. A principal dessas possíveis falhas está ligada a questão da segurança, uma vez que a IoT precisará ter acesso à centenas de informações a respeito do usuário para poder ter sua funcionalidade executada. Há relativamente poucos protocolos padronizados de autorização e autenticação para os dispositivos, assim como regras claras de manutenção e substituição de equipamentos, o que pode apresentar possíveis riscos.

Toda essa grande rede de dados, pessoas, objetos e processos interconectados resultará em novas capacidades, experiências mais ricas e oportunidades econômicas sem precedentes para negócios, pessoas e países. A IoT promete promover experiências de compras personalizadas, melhor aproveitamento de matrizes energéticas e melhora na eficiência industrial, entre outras mudanças na rotina diária das pessoas.

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